Espectrofotômetros para Líquidos

Espectrofotômetros para líquidos CHNSpec para medir a cor de óleos, solventes, resinas, combustíveis, glicerina e outros líquidos transparentes. A leitura em transmitância d/0, de 360 a 780 nm, calcula mais de 30 escalas na mesma medição, entre elas Pt-Co/APHA, Gardner, Saybolt e ASTM D1500.

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Espectrofotômetros para Líquidos

O que é um espectrofotômetro para líquidos

O espectrofotômetro para líquidos, também conhecido como colorímetro para líquidos ou colorímetro de transmitância, mede a cor por transmitância: a luz atravessa a amostra na cubeta e o instrumento lê o espectro que sai do outro lado. A partir dessa curva, ele calcula as escalas usadas em química, petroquímica, alimentos e farmácia.

A linha DS-810/812/816N lê de 360 a 780 nm e entrega mais de 30 escalas a partir da mesma leitura, sem comparador visual.

Onde a medição de cor de líquidos é usada

Controle de qualidade (CQ)

  • Liberação de lote de solventes, resinas, óleos e combustíveis pela escala da especificação.
  • Recebimento de matéria-prima com o número de cor do laudo do fornecedor.
  • Registro do resultado com data, operador e escala, com trilha de auditoria no DS-812N e no DS-816N.
  • Troca do comparador visual por um resultado que não depende de quem lê.

Pesquisa e desenvolvimento (P&D)

  • Estudos de estabilidade: escurecimento e amarelecimento de óleos, resinas e fármacos ao longo do tempo.
  • Desenvolvimento de processo: efeito de temperatura, catalisador ou purificação na cor do produto.
  • Correlação entre escalas: a mesma curva reportada em Pt-Co, Gardner e CIELAB.
  • Especificações novas em CIELAB e ΔE, quando as escalas clássicas não descrevem bem a cor.

Aplicações por setor

  • Química: solventes, álcoois, glicerina, plastificantes e ácidos.
  • Resinas, tintas e vernizes: cor Gardner de resinas e ácidos graxos.
  • Petróleo e combustíveis: Saybolt em derivados claros e ASTM D1500 em lubrificantes e diesel.
  • Óleos vegetais e biodiesel: cor Gardner e acompanhamento do refino.
  • Farmacêutico: cor de soluções pelas farmacopeias chinesa, europeia e americana.
  • Alimentos e bebidas: xaropes, açúcar (ICUMSA) e cerveja (EBC).

Qual escala de cor usar

Cada escala nasceu para uma faixa de cor e um tipo de produto. A escala certa costuma vir da especificação do cliente, da norma do produto ou do laudo do fornecedor.

  • Escala Pt-Co, APHA ou Hazen (ASTM D1209): de quase incolor a amarelo claro, de 0 a 500. Solventes, álcoois, glicerina e plastificantes.
  • Escala Gardner (ASTM D1544 visual e D6166 instrumental): de amarelo claro a marrom escuro, de 1 a 18. Resinas, óleos vegetais, vernizes e ácidos graxos.
  • Cor Saybolt (ASTM D156 visual e D6045 automático): líquidos muito claros, de +30 a −16. Combustíveis claros, querosene, nafta e parafinas.
  • Cor ASTM D1500: de claro a escuro, de 0,5 a 8. Óleos lubrificantes, diesel e óleos minerais.
  • Farmacopeias: soluções de referência de cor no controle farmacêutico.
  • CIELAB e índice de amarelecimento: qualquer cor, para especificações próprias e P&D.

Como o DS-810/812/816N guarda a curva de transmitância, o laboratório pode reportar a mesma amostra em mais de uma escala. Isso ajuda quando o cliente pede Gardner e o fornecedor informa Pt-Co.

Como funciona a medição

Transmitância d/0

A luz difusa da esfera de 40 mm atravessa a cubeta e o detector lê a 0°. O instrumento mede de 0 a 200% de transmitância, a cada 10 nm, e calcula as escalas a partir da curva.

Do comparador visual para a medição instrumental

No comparador visual, o operador compara o tubo com discos ou padrões de vidro, sob a luz da sala. O resultado depende de quem lê, do cansaço visual e da iluminação. No espectrofotômetro:

  • A leitura sai em até 1,5 s, sempre nas mesmas condições.
  • O resultado fica registrado.
  • Valores intermediários aparecem: o instrumento não fica preso aos degraus dos padrões.
  • A mesma leitura vira várias escalas, sem trocar de disco.

Na troca, vale medir em paralelo algumas amostras com o método antigo e o novo antes de mudar a especificação.

Cubeta e caminho óptico

O caminho óptico muda o resultado. As normas definem a cubeta de cada escala, e a especificação do produto deve dizer qual usar.

  • Cubetas longas (50 e 100 mm): líquidos quase incolores, como na escala Pt-Co.
  • Cubetas curtas (10 mm): líquidos escuros, que absorveriam demais em caminho longo.

Modelos de espectrofotômetro para líquidos

DS-810N

Ligado ao computador. Resultados e histórico ficam no software.

DS-812N

Opera sem computador, com tela touch de 7 polegadas e memória para mais de 100.000 leituras. Tem trilha de auditoria.

DS-816N

Tudo do DS-812N, mais a cubeta aquecida até 90 °C. Ela mantém fluidas resinas, ceras e gorduras que solidificam ou turvam à temperatura ambiente.

Nos três, as cubetas de 10 e 50 mm vêm de série, as de 33 e 100 mm são opcionais e o volume mínimo é de 1 ml. A calibração de zero é automática.

Conheça o espectrofotômetro para líquidos DS-810/812/816N

Como escolher o espectrofotômetro para líquidos

  1. Liste as escalas pedidas pelos seus clientes e pelas normas dos seus produtos.
  2. Defina a operação. Com computador (DS-810N) ou direto no instrumento (DS-812N e DS-816N).
  3. Veja se precisa de trilha de auditoria, comum em ambiente farmacêutico e em laboratórios auditados.
  4. Verifique se a amostra solidifica à temperatura ambiente. Nesse caso, o DS-816N com cubeta aquecida.
  5. Confira as cubetas exigidas por cada escala.

Preparo da amostra, calibração e manutenção

  • Amostra límpida: partículas e turvação espalham a luz e alteram a leitura. Filtre ou decante antes.
  • Cubeta limpa e sem bolhas: uma bolha no caminho da luz basta para desviar o resultado.
  • Mesma cubeta da especificação: caminho óptico diferente muda o número.
  • Zero no ar ou com a cubeta de referência conforme o procedimento do instrumento.
  • Calibração com certificado na periodicidade do seu sistema da qualidade.

A Laboraltec faz a calibração de espectrofotômetros e colorímetros para clientes em todo o Brasil.

Outros instrumentos que medem cor de líquidos

  • Os espectrofotômetros de bancada DS-36/37/39D e CS-820P/821N/826 medem líquidos por transmitância, junto com sólidos.
  • Os medidores de haze THC-08 e THC-100 medem a escala Pt-Co de 0 a 500 na mesma leitura do haze.
  • O CS-700/720 calcula Pt-Co e Gardner a partir da transmitância espectral.

Suporte da Laboraltec

  • Instalação e treinamento, com a configuração das escalas que você usa.
  • Calibração em laboratório próprio, com sistema de gestão ISO 9001.
  • Ensaio com a sua amostra em projetos avaliados com a nossa equipe.

Peça um orçamento com as escalas e o tipo de amostra.

Perguntas frequentes

Pt-Co, APHA e Hazen são a mesma escala?

Sim. São nomes diferentes para a escala platina-cobalto da ASTM D1209, usada em líquidos quase incolores.

Qual a diferença entre Gardner e Pt-Co?

A Pt-Co cobre líquidos quase incolores. A Gardner começa onde a Pt-Co termina e vai até marrom escuro, por isso é usada em resinas e óleos.

O instrumento mede cor pelas farmacopeias?

Sim. O DS-810/812/816N calcula o número de cor pelas farmacopeias chinesa, europeia e americana.

Qual instrumento mede cor APHA?

O espectrofotômetro para líquidos DS-810/812/816N mede a escala APHA, também chamada de Pt-Co ou Hazen, em cubeta de 50 ou 100 mm, com resultado registrado.

A amostra precisa estar límpida?

Sim. Partículas e turvação espalham a luz e alteram o resultado. Amostras turvas devem ser filtradas ou decantadas.

Para que serve a cubeta aquecida?

Para medir resinas, ceras e gorduras que solidificam ou turvam à temperatura ambiente. O DS-816N aquece até 90 °C.

Cor Saybolt tem relação com o viscosímetro Saybolt?

Não. A cor Saybolt é uma escala para derivados claros de petróleo. O viscosímetro Saybolt mede viscosidade.

O instrumento serve para água de saneamento?

A linha foi feita para cor de produtos químicos, combustíveis, alimentos e fármacos. Parâmetros de água como cloro e pH pedem fotômetros específicos.

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