Soluções para Medição de Cor

Espectrofotômetros de cor CHNSpec para medir cor em sólidos, pós, líquidos, filmes e impressos, com leitura em CIELAB, Hunter Lab, Delta E, brancura, amarelecimento e escalas como Pt-Co, Gardner e Saybolt. Modelos de bancada e portáteis para controle de qualidade e P&D, medidores de haze, densitômetros de impressão e software de formulação.

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Soluções para Medição de Cor

O que é um espectrofotômetro de cor

O espectrofotômetro de cor, também conhecido como medidor de cor, colorímetro espectral ou espectrofotômetro de esfera, mede quanto da luz a amostra reflete ou transmite em cada comprimento de onda do visível. O resultado é uma curva espectral, lida em geral a cada 10 nm. A partir dela, o instrumento calcula a cor em números, como L*a*b*, e a diferença para o padrão em Delta E (ΔE).

Assim, a aprovação da cor deixa de depender da luz da sala, do cansaço de quem olha e da comparação lado a lado. Duas pessoas, em duas fábricas, chegam ao mesmo número para a mesma amostra.

Para que serve a medição de cor

A medição de cor transforma uma avaliação visual em um critério objetivo. É a colorimetria aplicada ao controle de cor: um instrumento de medição de cor substitui a comparação a olho e registra a análise de cor de cada lote. Com ela, você:

  • Aprova ou reprova lotes com tolerância definida em ΔE, em vez de “está parecido”.
  • Troca padrões digitais com fornecedores e clientes, sem enviar amostras físicas a cada lote.
  • Corrige a fórmula antes que o lote saia do tanque, da extrusora ou da máquina de tingimento.
  • Registra o histórico de cor de cada produto para auditorias e reclamações.
  • Detecta metamerismo, quando duas amostras parecem iguais sob uma luz e diferentes sob outra.

Onde a medição de cor é usada

Controle de qualidade (CQ)

No CQ, o espectrofotômetro responde a uma pergunta: o lote está dentro da tolerância? Os usos mais comuns são:

  • Recebimento de matéria-prima: pigmentos, corantes, resinas e embalagens medidos contra o padrão do fornecedor.
  • Liberação de lote: leitura de L*a*b* e ΔE registrada no laudo ou no certificado de análise.
  • Inspeção na linha: medição em peças prontas, bobinas e painéis com o portátil.
  • Padrão entre unidades: fábrica, laboratório e fornecedor medem com instrumentos de boa concordância e comparam números, não amostras.

Pesquisa e desenvolvimento (P&D)

Em P&D, a curva espectral importa mais que o número final. O laboratório usa o espectrofotômetro para:

  • Formular e ajustar cores com software de formulação, a partir da curva de cada pigmento ou corante.
  • Desenvolver novas cores e avaliar como ficam sob D65, luz incandescente e fluorescente de loja.
  • Acompanhar estabilidade e envelhecimento: amarelecimento, desbotamento e resistência à luz ao longo do estudo.
  • Avaliar branqueador óptico e fluorescência, com faixa de 360 a 780 nm e controle de UV.
  • Transferir a cor para a produção com o mesmo método, a mesma geometria e a mesma tolerância.

Aplicações por setor

  • Tintas e revestimentos: cor, ΔE entre lotes, poder de cobertura e força colorística.
  • Plásticos e masterbatch: cor de grânulos, placas e peças injetadas, com índice de amarelecimento.
  • Têxtil: tingimento, solidez da cor e tolerância em ΔE CMC.
  • Alimentos e bebidas: cor de pós, molhos, sucos, óleos e produtos de panificação.
  • Cosméticos e farmacêutico: bases, pós compactos, cremes e comprimidos revestidos.
  • Química e petroquímica: cor de líquidos em Pt-Co/APHA, Gardner, Saybolt e ASTM D1500.
  • Gráfica e embalagens: densidade, ganho de ponto e cor de marca em impressos.
  • Automotivo: tintas metálicas e perolizadas, peças plásticas e harmonia de cor entre componentes.
  • Filmes, vidros e embalagens transparentes: haze, transmitância e cor transmitida.

Como funciona a medição de cor

A diferença entre os modelos está na geometria, que define como a luz chega à amostra e de onde o instrumento a lê.

Esfera d/8

A luz é espalhada por uma esfera integradora e ilumina a amostra de todos os lados. A leitura é feita a 8°. É o espectrofotômetro d/8, também chamado de espectrofotômetro de esfera. É a geometria mais usada em formulação e controle de lotes, porque mede a cor do material com pouca influência da textura.

45/0

No espectrofotômetro 45/0, a luz chega a 45° e o instrumento lê a 0°, sem o brilho especular. O resultado fica perto do que o olho vê e muda com o acabamento. É indicada para comparar cor e aparência de superfícies.

Multiângulo

Tintas com alumínio, mica ou flocos mudam de cor conforme o ângulo de observação. O multiângulo lê a mesma amostra em 3, 6 ou 12 combinações de ângulo.

Transmitância d/0

A luz atravessa a amostra em cubeta ou em filme. É o modo para líquidos transparentes, escalas de cor de líquidos, vidros e plásticos transparentes.

SCI e SCE

Na esfera d/8, o instrumento pode incluir o brilho especular (SCI) ou excluí-lo (SCE). O SCI mede a cor do material, independente do acabamento, e é o modo da formulação. O SCE se aproxima da percepção visual. Modelos que leem os dois ao mesmo tempo mostram se a diferença entre duas peças está na cor ou no brilho.

Faixa espectral e UV

A faixa de 400 a 700 nm atende a maior parte do controle de cor. A de 360 a 780 nm inclui o UV e é necessária em amostras com branqueador óptico, como papel, têxteis brancos e plásticos.

O que o espectrofotômetro entrega

  • CIELAB (L*a*b*): L* é a luminosidade, de 0 (preto) a 100 (branco). O a* vai do verde ao vermelho. O b* vai do azul ao amarelo.
  • CIELCh: luminosidade, croma e ângulo de matiz. Ajuda a explicar a diferença: mais clara, mais saturada ou com outro tom.
  • Delta E, ΔE*ab (CIE 1976): distância direta no espaço L*a*b*. Comum em especificações antigas.
  • ΔE CMC (l:c): tolerância elíptica, tradicional em têxteis e tintas.
  • ΔE00 (CIEDE2000): corrige distorções do L*a*b*, principalmente nos azuis e nos neutros. É a fórmula mais indicada para novas especificações.
  • Iluminantes e observador: D65 (luz do dia), A (incandescente) e F11/TL84 (loja e escritório), com observador de 2° ou 10°.
  • Índices: brancura, amarelecimento, força colorística, opacidade e índice de metamerismo.

A tolerância só vale se fornecedor e cliente usarem a mesma fórmula de ΔE, o mesmo iluminante e o mesmo observador. Um ΔE de 1,0 em ΔE*ab não equivale a 1,0 em ΔE00.

Qual a diferença entre colorímetro e espectrofotômetro?

O colorímetro lê a cor com três filtros e entrega L*a*b* para um iluminante e um observador fixos. O espectrofotômetro lê a curva espectral completa. Com ela, você calcula a cor em qualquer iluminante, avalia metamerismo e usa software de formulação.

Para aprovar cor com tolerância, trocar padrões digitais ou formular, o espectrofotômetro é o instrumento indicado. Fotômetros para análise de água, como cloro e pH, são outro tipo de instrumento e não fazem parte desta linha.

Tipos de espectrofotômetro CHNSpec

Espectrofotômetros de bancada

São a referência do laboratório. Medem reflectância e transmitância, com mais aberturas e acessórios para pós, pastas e líquidos.

Ver todos os espectrofotômetros de bancada

Espectrofotômetros portáteis

Levam a medição para o recebimento, a linha de produção e as peças grandes.

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Espectrofotômetros para líquidos

  • DS-810N, DS-812N e DS-816N: transmitância d/0, de 360 a 780 nm, com mais de 30 escalas calculadas na mesma leitura, entre elas Pt-Co/APHA, Gardner, Saybolt e ASTM D1500.

Ver os espectrofotômetros para líquidos

Densitômetros de impressão

  • EX SE, EX PRO e EX MAX: densidade das cores de processo em 45/0, com condições de medição M0 a M3. O PRO e o MAX medem também a cor em CIELAB e ΔE.

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Medidores de haze

Ver os medidores de haze

Software de cor

  • Software de formulação de cor: calcula a fórmula a partir da curva espectral e corrige lotes fora da tolerância.
  • ColorExpert: software de controle de qualidade, gratuito, usado com os espectrofotômetros CHNSpec.

Ver o software de cor

Como escolher o espectrofotômetro de cor

  1. Comece pela amostra. Sólido opaco, pó, pasta, líquido transparente, filme ou impresso. A tabela de amostras de cada família indica a linha para cada tipo.
  2. Defina a geometria. d/8 para formulação e lotes. 45/0 para aparência. Multiângulo para efeitos. Transmitância para líquidos e transparentes.
  3. Veja a faixa espectral. 360 a 780 nm se houver branqueador óptico ou fluorescência.
  4. Escolha as aberturas. A abertura precisa caber na área útil da amostra e representar a textura.
  5. Confira repetibilidade e concordância entre instrumentos. A concordância pesa quando mais de um instrumento mede o mesmo padrão.
  6. Pense no software. Controle de qualidade, formulação ou os dois.
  7. Considere o suporte. Calibração, treinamento e assistência no Brasil reduzem o tempo de máquina parada.

Calibração e manutenção

A exatidão do espectrofotômetro depende de rotina. Os cuidados básicos são:

  • Calibração do usuário: feita com a placa branca e a referência de preto antes das medições, conforme o manual de cada modelo.
  • Verificação periódica: leitura de placas de referência para confirmar que o instrumento continua dentro da especificação.
  • Placas limpas e guardadas no estojo: sujeira ou risco na placa branca desloca todas as medições.
  • Abertura e esfera livres de pó: principalmente em quem mede pós e pastas.
  • Calibração com certificado: a periodicidade é definida pelo seu sistema da qualidade. Muitos laboratórios adotam intervalo anual.

A Laboraltec faz a calibração de espectrofotômetros e colorímetros para clientes em todo o Brasil, na linha CHNSpec e em instrumentos de outras marcas.

Vai trocar um equipamento antigo?

Muitos laboratórios usam espectrofotômetros sem suporte ou sem peças de reposição. Para a troca não invalidar o histórico:

  1. Mantenha a geometria (d/8 ou 45/0) e a abertura usadas nos padrões.
  2. Mantenha iluminante, observador e fórmula de ΔE das tolerâncias.
  3. Remeça os padrões físicos no instrumento novo e compare com o histórico antes de liberar.

Envie o modelo que você usa hoje e indicamos o equivalente CHNSpec, com a comparação de especificações.

Por que escolher a Laboraltec

Especialistas em medição de cor

Instalação, treinamento e assistência técnica feitos por especialistas, com atendimento em todo o Brasil.

Calibração e qualidade

Calibração para clientes em todo o Brasil, com laboratório próprio e sistema de gestão certificação ISO 9001.

Ensaio com a sua amostra

Em projetos avaliados com a nossa equipe, medimos a sua amostra antes da compra para confirmar o modelo.

Linha completa de cor

Bancada, portáteis, líquidos, impressão, haze e software de um mesmo fabricante, com o mesmo padrão de dados.

Quer entender cada critério com mais calma? Leia o guia para escolher o espectrofotômetro ideal ou peça um orçamento.

Perguntas frequentes

Como medir cor de forma objetiva?

Com um espectrofotômetro de cor. Ele mede a curva espectral da amostra e entrega a cor em L*a*b* e a diferença para o padrão em ΔE, sem depender da luz ambiente ou de quem avalia.

Qual a diferença entre d/8 e 45/0?

A esfera d/8 ilumina a amostra de todos os lados e mede com ou sem o brilho (SCI e SCE). O 45/0 ilumina a 45° e lê a 0°, perto do que o olho vê. O d/8 é o mais usado em formulação. O 45/0, na comparação de aparência.

O que é Delta E em cores?

É a distância entre duas cores no espaço CIELAB. Quanto maior o Delta E, maior a diferença que o olho percebe. Cada fórmula, ΔE*ab, CMC ou ΔE00, pondera essa distância de um jeito, por isso a especificação precisa dizer qual usar.

O que é CIELAB?

É o espaço de cor L*a*b* definido pela CIE. L* é a luminosidade, a* o eixo verde-vermelho e b* o eixo azul-amarelo. É a base do cálculo de ΔE.

Qual ΔE usar na especificação?

O ΔE00 (CIEDE2000) é o mais próximo da percepção visual. O ΔE CMC é tradicional em têxteis. O importante é que fornecedor e cliente usem a mesma fórmula.

O espectrofotômetro de cor serve para P&D e para controle de qualidade?

Sim. No CQ, aprova lotes por tolerância em ΔE. Em P&D, a curva espectral alimenta a formulação e os estudos de estabilidade. Muitos laboratórios usam um modelo de bancada em P&D e portáteis na produção.

Espectrofotômetro de cor mede líquidos?

Os modelos de bancada DS-36/37/39D e CS-820P/821N/826 medem transmitância. Para escalas como Pt-Co, Gardner e Saybolt, a linha dedicada é a DS-810/812/816N.

Quanto custa um espectrofotômetro de cor?

Depende da geometria, da faixa espectral, das aberturas e da concordância entre instrumentos. Peça um orçamento com a aplicação e indicamos o modelo.

Vocês têm colorímetro para análise de água?

Não. Esta linha mede cor de sólidos, líquidos, filmes e impressos. Cloro, pH e turbidez pedem fotômetros específicos.

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